Visão

A decisão de empreender pelos outros

Por a 18 Maio, 2018

A meu ver, a vida é um jogo, e como em qualquer partida, existem regras para cumprir e tácticas para vencer. Hoje vivemos num “regime” em que o ensino é aplicado de igual forma para “diferentes mentalidades”, tudo formatado para que se formem funcionários que saibam executar a sua tarefa, no entanto não se pergunta ás pessoas “o que sonhas ser e ter para ser feliz”, essas respostas parecem não interessar ao Mundo, criamos robots que cumpram funções e hipnotizamos as suas mentes com um salário que lhes pague as contas… Mas, e se eu quiser saltar fora dessa prisão? E se eu me quiser descobrir e fazer um caminho diferente? E se eu quiser ser pintor, actor, escritor, desportista, ou simplesmente ajudar os outros? Vou ser olhado de lado pela sociedade? Louco? Será que me aproximo mais da felicidade?

É esta a definição que eu dou a “Empreendedor”, a capacidade que uma pessoa tem para tirar as “palas” dos olhos impostas pela sociedade, fazer as questões críticas de auto-conhecimento:

 

 

… e depois de se descobrir, não pode mentir a si próprio. Procura um veículo comprovado para o seu sucesso, e mesmo sabendo que vai travar muitas batalhas, obstáculos, não vai ter a aceitação da sociedade por trilhar um caminho diferente da formatação, sabe que se nunca desistir, vai atingir os seus sonhos a médio/longo prazo, doa o que doer.

Empreendedorismo social é algo que me tem impressionado, a capacidade que uma pessoa tem para identificar que as suas crenças passam por ajudar os outros, construir bases sólidas para implementar projectos de solidariedade e infraestruturas suficientes para ter impacto direto na melhoria da vida de alguém.

Pensar nos outros em primeiro lugar, é algo fora do “normal”, é algo que a própria sociedade não nos incutiu, vivemos num mercado de competitividade, numa economia de escala, e ter a coragem para fechar os olhos ás opiniões dos “formatados” não é fácil, porque toda a gente diz em primeira instância, que temos uma excelente atitude, de valor para a sociedade, mas a seguir dizem logo para encontrar-mos um trabalho e “resolvermos a nossa vida”, e só depois é que poderás concretizar o teu sonho de ajudar. Consideram eles um risco “percorrer os sonhos”, mas na minha opinião, o maior risco é viver uma vida que não sonhou, uma vida de “obrigações”, para chegar ao final da vida e estar arrependido, não pelo que “fez”, mas sim por o que “não fez”.

 

Em conclusão, todas as pessoas que hoje considero empreendedores sociais, têm muito mais respeito e consideração do que qualquer outra pessoa, por duas razões: constroem os seus sonhos e ainda ajudam os outros no processo. Acredito que o ser empreendedor é poderoso, é uma mentalidade que permite a qualquer pessoa, de qualquer faixa social, idade ou sexo, sair de uma situação de preocupação para uma situação de realização e felicidade.

 

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ANDRÉ NAVE
Lisboa, Portugal

André Nave, mais conhecido por “Nave”, jovem empreendedor, tem 25 anos, nasceu num seio familiar honesto e trabalhador, tímido, mas com objetivos e sonhos grandes. Finalizou a sua licenciatura de Comunicação e Marketing em 2014, onde trabalhava em cafés e call centers enquanto estudava, de seguida ingressou na sua área, no mercado tradicional, em empresas multinacionais, estava completamente iludido sobre o seu futuro de vida, tendo tomado uma decisão inequívoca de lutar pelos seus sonhos, utilizando a mentalidade empreendedora como veículo.