Mentalidade

Artigo Pedido 1: Como ser educado financeiramente ?

Por a 26 Agosto, 2018

Boa noite malta,

Hoje é dia de “Artigo Pedido”, fiz um post no facebook a perguntar o que gostavam que falasse nos próximos Artigos, tivemos vários comentários e mensagens, e esta semana decidi começar por falar deste tema a pedido do Tiago Machado.

 

Ora bem, o que é isto da educação financeira? Para mim é simples, é a formula para fazer a tua conta bancária crescer todos os meses, pagando as despesas básicas mensais na mesma, sem abdicar do teu tempo pessoal para “mil empregos”.

Antes de mais, quero-vos dizer que percebia “zero” de educação financeira até ler o livro “Pai Rico Pai Pobre” do autor Robert Kiyosaki, um dos lívros que mais me marcou e me fez correr pela liberdade finaceira. A primeira vez que o li foi, sensivelmente, há 4 anos, e desde esse momento não parei de o estudar e meter em prática os conselhos do meu mentor preferido. Robert defende que na sociedade existem 4 quadrantes:

Empregados (60%) – Trabalha pelo dinheiro e pelos sonhos dos outros. Abordando também que se depara com muita concorrência e paga muitos impostos.

Autónomos (35%) – Tem o seu negócio, embora seja escravo do negócio em tempo e o retorno pouco mais dá do que pagar as contas.

Empresários (4%) – Cria sistemas nos seus negócios que geram dinheiro, ou seja, teve um trabalho activo na sua construção mas agora o negócio gera dinheiro sozinho.

Investidores (1%) – Investe em empresas, ações, etc. Ou seja, coloca o dinheiro a trabalhar para ele.

 

Em resumo, 95% da sociedade trabalha pelo dinheiro e apenas 5% tem o dinheiro a trabalhar por si. No entanto, esta história é irónica, dado ao facto que 95% do dinheiro mundial pertence ao lado direito do quadrante, Empresários e Investidores. Portanto, podemos retirar a conclusão que estas pessoas estão educadas financeiramente, uma vez que conseguem gerar cada vez mais dinheiro e não abdicar do seu tempo livre, bem pelo contrário, obtêm cada vez mais tempo livre para usufruir com a sua família.

 

Mas pronto… falando agora de uma família “normal”, empregados, com um salário que dá para pouco mais do que pagar contas, como conseguirá ser educada financeiramente?

Temos de identificar 4 temas muito importantes para este assunto: Fontes de rendimento, Despesas, Passivos e Activos.

O que a maioria da sociedade faz é receber o seu salário (fonte de rendimento), paga os seus passivos (crédito do carro, jantares fora, saídas, telemóvel, etc), paga as despesas (água, luz, supermercado, etc) e não resta mais dinheiro.

Em contraste, o que a educação financeira nos diz é que podemos receber o nosso salário (fonte de rendimento), retirar logo 10% para investir em algo que nos possa dar retorno financeiro (activo), deixar os passivos ou controlá-los, isto porque não precisamos do melhor telemóvel, o melhor carro, jantar todas as semanas fora, etc, e claro, pagar as nossas despesas básicas.

 

Por fim, claro que todas as pessoas gostariam de ter as melhores condições, seja pelo conforto ou pela segurança, e a questão é que isso é possível. No entanto, a maioria nunca consegue alcançar a plena satisfação de obtenção de estilo de vida pretendido porque passa a vida a pagar passivos (créditos e gastos que não pode pagar nesta altura, gosto de lhes chamar luxos). Mas na realidade, existe a fórmula de a obter, basta que passe alguns anos a gerir o seu dinheiro de forma inteligente, em vez de gastar em “luxos”, utiliza esse dinheiro em activos, e dentro de alguns anos, esta gestão fará com que esteja mais livre financeiramente, e quem sabe poderá agora comprar esses “luxos” sem ficar com a “corda ao pescoço”, pois neste momento as suas finanças já estão estáveis e os seus activos em crescimento.

 

Espero que tenha ajudado Tiago, é assim que tento levar a minha vida financeira.

 

Abraço,

 

Nave

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ANDRÉ NAVE
Lisboa, Portugal

André Nave, mais conhecido por “Nave”, jovem empreendedor, tem 25 anos, nasceu num seio familiar honesto e trabalhador, tímido, mas com objetivos e sonhos grandes. Finalizou a sua licenciatura de Comunicação e Marketing em 2014, onde trabalhava em cafés e call centers enquanto estudava, de seguida ingressou na sua área, no mercado tradicional, em empresas multinacionais, estava completamente iludido sobre o seu futuro de vida, tendo tomado uma decisão inequívoca de lutar pelos seus sonhos, utilizando a mentalidade empreendedora como veículo.