Visão

O baú recordou a felicidade da maluqueira! E hoje?

Por a 8 Setembro, 2018

Boas malta,

Esta semana, como foi?

Para mim, foi de rir, encontrei no baú umas “pérolas” de infância! Quem não gosta de recordar velhos tempos ?! ahahah

 

Esta fotografia faz agora 9 anos, andava eu no 12º ano, e esta foi a nossa viagem de finalistas a Andorra. Nesta altura, não havia responsabilidade de nada, a única coisa que nos preocupava era qual o próximo momento de diversão, ninguém trabalhava, a maioria pagou a viagem com o dinheiro dos pais, levou dinheiro deles para se divertir e não havia limites, apenas queríamos a diversão máxima, estar com os amigos e beber uns copos! Se algo não corresse bem, também não havia problema, era ligar aos papás, pedir ajuda e as coisas resolviam-se… Parecia que tudo era fácil, se nos perguntassem por objetivos profissionais ou familiares, poucos sabiam responder, e se alguém se atrevesse a perguntar como queriam viver daqui a 5 anos, todos se riam (lembro-me de ser eu a rir a esta pergunta ahhaha).

 

Hoje, como é a nossa vida? As personalidades de cada um moldaram-se às experiências de vida, uns com objetivos definidos, outros ainda com a resposta “não sei”, outros já com alguns objetivos atingidos, e claro, muitos ainda a viver como se tivessem parado no tempo, sem responsabilidade individual, sem respostas de futuro, apenas respostas de prazer momentâneo.

Quando recordo estes tempos, a felicidade é a “grande imagem”, mas talvez hoje pense que naquela altura deveria ter lido os livros certos, devia-me ter apercebido que a escola foi espectacular e incutiu-me muitos valores, mas ela não me ensinou a criar um futuro sustentável, não me ensinou a comunicar, a “vender-me”, a liderar pessoas, a gerir emoções, não me educou financeiramente, etc, muitas lacunas que aos meus 18/20 anos teriam sido indispensáveis para começar a construir o meu futuro.

Claro que muitos vão dizer que “tens é de viver essa idade, ela vai passar, aproveita”, mas hoje quando encaramos a realidade, vemos que a concorrência no mercado de trabalho é feroz, criar bases familiares sólidas é difícil, a malta sai da casa dos pais aos 30, e quem sai mais cedo, na maioria dos casos, tem dificuldades em pagar as contas… Se tivesse arrancado naquela altura, equilibrar a diversão com a responsabilidade de construir a minha vida, seja com projectos empreendedores ou mesmo com formações extra curriculares para preparar o mercado de trabalho, tenho a certeza que tinha encontrado o meu caminho mais cedo, possivelmente não haveria tantos jovens a sair do país, eventualmente muitos já teriam a sua casa e saúde financeira para prosperar.

 

Enfim, estas recordações são fantásticas, mas ajudam-nos a perceber como educar os nossos filhos hoje e amanhã também, o Mundo está a mudar a uma velocidade louca, e nós temos hoje a responsabilidade de ensinar aos próximos a realidade do que precisam para viver com felicidade e sem preocupações, sim porque ser feliz não se pode resumir só à infância, temos de criar soluções para que a felicidade aconteça todos os dias, e se por estatísticas sabemos que 80% das discussões familiares são por dinheiro, se resolvermos esse tema, temos condições para atingir, não a totalidade, mas muita felicidade.

 

Bora lá malta, vamos construir a nossa “felicidade eterna” e…. mostrem lá os vossos “tesourinhos” de infância! ahahahha

 

Grande abraço e até para a semana,

Nave

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ANDRÉ NAVE
Lisboa, Portugal

André Nave, mais conhecido por “Nave”, jovem empreendedor, tem 25 anos, nasceu num seio familiar honesto e trabalhador, tímido, mas com objetivos e sonhos grandes. Finalizou a sua licenciatura de Comunicação e Marketing em 2014, onde trabalhava em cafés e call centers enquanto estudava, de seguida ingressou na sua área, no mercado tradicional, em empresas multinacionais, estava completamente iludido sobre o seu futuro de vida, tendo tomado uma decisão inequívoca de lutar pelos seus sonhos, utilizando a mentalidade empreendedora como veículo.